Bernardo Loubet da Nóbrega é o diretor executivo da empresa “Jovem Empresário”, diz-se Liberal de direita e… do Belenenses (a filiação clubística é um dos mistérios da irracionalidade, digo eu); é um idiota chapado e fã do Camilo Lourenço (idiota encartado) e será dirigente deste pobre país, um dia. Conheci-o através dum post no FB, do Manuel Campos Pinto, a quem agradeço porque é sempre bom conhecer as linhas com que se coze o inimigo.
Correndo o risco de ser redutor afirmo que este rapaz é a face mais descarada da política deste governo. Para eles, tudo o que perturba a lógica do capitalismo selvagem deve acabar!
Escreve o gajo, "o país tem que acabar com as bolsas para áreas improdutivas como as humanidades, artes e outras pseudo-ciências que acrescentam zero á nossa sociedade. As faculdades de letras, desporto, psicologia e humanidades, pela sua inutilidade, devem ser encerradas na sua grande maioria e as que fiquem devem ver a sua atividade reduzida ao mínimo, com despedimento da maioria do pessoal. O país não pode formar parasitas improdutivos". Um empresário como este, se puder, extermina os velhos, os doentes e os pobres.
Se quiserem conhecer melhor o bicho, vão à sua página no FB e enojem-se!
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
A MINHA VISÃO DAS PRAXES
O tema das praxes está inscrito em todas
as conversas, análises e debates que por estes dias se fazem em Portugal. E
isso acontece por via do choque causado pela tragédia do Meco. Mas antes já
existiam nas universidade as práticas abstrusas que atentavam contra a
dignidade e a sã convivência universitária e, de vez em quando, também causavam
vítimas.
Há dois anos atrás, na primeira
semana de aulas no ISCTE, um professor quis saber a nossa opinião sobre as
praxes e propôs, como primeiro trabalho, que a sintetizássemos numa página. Na semana
seguinte, na correcção do exercício o professor, sem identificar o autor,
começou a ler o meu texto onde, entre outras coisas, escrevi que a praxe era
uma idiotice abjecta e indigna de gente bem formada. Parou de ler e disse: “Ainda
que possa estar de acordo, isto não se pode escrever!”
Este ano, ao contrário do que estava
calendarizado, o início das aulas foi atrasado uma semana por causa das praxes.
Na altura, dia 19 de Setembro, mostrei surpresa, no meu blogue e no FB, pela
complacência da direcção da Escola e dei conta da perplexidade e indignação que
senti ao assistir ao espectáculo escabroso e de mau gosto primário que decorria
no pátio. E escrevi, “À imbecilidade dos comportamentos junta-se
a linguagem obscena (supostamente libertadora?!) na representação de rituais
que apenas impõem apatia e obediência cega aos superiores.”
As vozes que agora se erguem exigindo
culpados vestidos de bodes expiatórios que carreguem as culpas do que aconteceu
calaram-se e foram coniventes com a situação. As autoridades académicas e
governamentais, a imprensa, as famílias, pactuaram e foram deixando andar o folclore
mascarado de “tradição” universitária – coisa inventada como a maioria das
tradições – para dar patine académica a Escolas e Institutos com pouca
credibilidade. Porém, a partir do momento em que as Escolas passaram a ser
vistas e geridas como um negócio, os alunos adquiriram o estatuto de clientes e
como o cliente tem sempre razão… até as Escolas públicas e boas como o ISCTE
pactuam com esta indigente alunocracia.
A integração dos caloiros proclamada
como objectivo é uma treta. A estrutura praxista é composta por “veteranos” mais
escolantes que estudantes que, de um modo geral, são péssimos alunos com
“autoridade” e galardões adquiridos nos chumbos, no
atraso em finalizar o curso, inspirados na ideologia das claques de futebol, senhores
de uma imaginação perversa e sádica aplicada na dita integração baseada, claro,
na submissão e na obediência pateta aos superiores, por mais merdosos que sejam.
Uma
Escola não deve servir para isto.
Amanhã,
o ministro Crato vai reunir-se com reitores e alunos. Pela entrevista que o
reitor da “Lusófana” deu à SIC, temo o pior.
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
FILHOS DA PUTA 2
A questão da coadoção por casais do mesmo sexo baralha-nos. Aliás,
tudo o que diga respeito a matérias que fujam à héteronormatividade suscita dúvida,
por vezes perplexidade e noutras, recusa. A matriz judaico-cristã formatou-nos
assim a viver num modelo de família nuclear, policiando os costumes e comportamentos
diferentes dos nossos.
Mas uma coisa são as nossas visões particulares e sociológicas
acerca do assunto e outra, muito mais concreta, é a vida real das pessoas que
por motivos que só a eles dizem respeito, romperam as normas e tiveram a
coragem de constituir outros modelos familiares adequados às suas orientações e
desejos e que, naturalmente, incluem crianças. E não consta que essas crianças
sejam causa de tumultos nas escolas que frequentam, nos prédios e nas ruas onde
vivem com a família.
A política partidária tem lógicas tão obscenas e bizarras, e às
vezes tão sórdidas de fazer política que metem nojo. No Verão passado o
parlamento aprovou na generalidade o projecto de coadoção. Ora a coadoção apenas
legisla o direito dessa criança passar a ter o outro pai ou mãe com os direitos
e deveres reconhecidos na lei, iguais aos da outra figura parental que vive lá
em casa. Negar-lhes esses direito é uma afronta perpetrada por aqueles que têm
tanto horror aos homossexuais que baralham tudo de propósito e, fingindo-se
democratas, aprovam um referendo para tentar evitar o inevitável.
Independentemente das considerações de ordem social, política e
financeira que se colocam, a principal questão aqui é moral, tem a ver com os
direitos das crianças. Ouvir os argumentos que defendem esta manigância sem
nome por parte dos aprendizes de feiticeiro da JSD, é repugnante. Dá vómitos só
de ouvi-los falar! Por outro lado, é penoso ouvir as declarações de voto dos
políticos profissionais, daqueles deputados que recorreram a este instrumento
para limpar a consciência e deram-nos assim a prova provada da sua inutilidade enquanto
seres pensantes que putativamente nos representam. Se tivessem vergonha,
demitiam-se. Como não têm, representam apenas o que de pior e mais imoral existe
na política. Uns e outros só merecem o meu desprezo.
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
FILHOS DA PUTA 1
Os advogados do padre e ex-vice reitor do Seminário do Fundão, que foi condenado a 10
anos de prisão por 19 crimes de abuso sexual de menores, pede, hoje, no recurso
interposto para a Relação de Coimbra, que o arguido seja absolvido, com base em
nulidades e inconstitucionalidades. As inconstitucionalidades alegadas são
um artigo da concordata assinado entre a Santa Sé e o Estado português que,
segundo dizem, impedia os magistrados de ouvir o padre! Não interessa se é
assassino, pedófilo ou autor de qualquer outro crime. As “nulidades” onde o
pedófilo se quer agarrar estão no facto de as crianças terem sido ouvidas, para
memória futura, em áudio e não em vídeo!
Já com o Pinto, o “Papa” do futebol, aconteceu
coisa semelhante há atrasado… isto é, existem as escutas telefónicas incluídas
no processo “Apito Dourado”, onde o “dono” do futebol fala com um empresário e
refere a “fruta para dormir” para a equipa de arbitragem de um jogo qualquer
mas depois os juízes não aceitaram as escutas como prova porque…já nem me
lembro.
Se estes gajos, padres, “papas” de qualquer
paróquia, advogados que aceitam defender estes vigaristas, fossem sérios,
dizia-lhes para terem vergonha. Como sei que não são apenas os mando de volta para
a puta que os pariu.
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